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quarta-feira, 29 de maio de 2013

#Artigo: "Bolsa 2014"

             A miséria que avassala a nossa espécie subordina o homem ao homem - o verdadeiro mal não é a desigualdade: é a dependência. (Voltaire)

R$ 70,00. Este é o valor que, para o governo, separa os brasileiros da linha de miséria. E é com o Bolsa Família que se pretende eliminá-la, através da transferência direta de renda.
Segundo o site institucional www.brasil.gov.br, o programa integra o Plano Brasil sem Miséria e atende 13,7 milhões de famílias, com valores recebidos entre R$ 32,00 e R$ 306,00. Méritos reconhecidos por organizações internacionais.
Com esses argumentos, a presidente alardeou, em cerimônia oficial – com direito a cobertura da mídia, slogan e filmagem para o programa partidário – que “o fim da miséria é só um começo”. Em mesmo ato, o presidente de seu partido disse que ela “tem tudo para ser reeleita”. Cabe um parêntese: Dilma e Lula foram acionados judicialmente por propaganda eleitoral antecipada.
Enquanto isso, a oposição reivindica a paternidade de programas pré-PT que originaram o principal baluarte dos petistas. De poucas armas, oposicionistas têm usado as tribunas do Congresso para criticar uso da máquina pública, possíveis desvios e incorreções do Bolsa Família, a começar pelos indicadores de miséria, que podem estar escondendo 22 milhões de miseráveis brasileiros.
Para acirrar a disputa, a Caixa Federal, responsável pela distribuição dos valores, na semana passada, sofreu com a boataria do encerramento do programa, causando caos em suas agências e desespero nos contemplados, principalmente no nordeste. Caso mal explicado até agora e com fatos, no mínimo, curiosos: a antecipação de valores e o possível uso de telemarketing, entre outros.
Correndo por fora, o incidente bastou para a “nova oposição”, oriunda da própria base de governo, aproveitar para sinalizar sua linha de ação no próximo ano, a de que o programa tem que ter um fim além da simples transferência de renda. Mais uma vez, as peças do xadrez eleitoral se movimentaram.
Centro do viés eleitoreiro que possui o ocorrido, a população beneficiária explicitou sua sujeição aos valores recebidos e do peso que o programa tem nas eleições. É fato que boato é sempre utilizado durante esses períodos, mas intriga sua antecipação à campanha e a falta de esclarecimento. Quem são os reais beneficiados?
Ainda há, no Brasil, pessoas que morrem de fome e sede. É preciso acabar com a dependência da população mais pobre, garantir sua autonomia econômica, educacional e banir o uso eleitoral dos programas de governo,
Não há dúvida que o Bolsa Família será um dos principais temas debates eleitorais de 2014, deixando de lado o fim a que se propõe para servir de bandeira eleitoral, tanto para governo quanto para a oposição.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Zero Hora confirma meu alerta feito em novembro: "caixinha do PCdoB"

e as pessoas ainda acreditam que comunismo existe


Denúncia associa projeto federal a caixa do PC do B

Ministério do Esporte teria distribuído R$ 30 milhões a ONGs ligadas ao partido no ano passado

Principal programa do Ministério do Esporte, comandado por Orlando Silva, o Segundo Tempo teria se transformado num aparelho financeiro do PC do B, partido ao qual o ministro é filiado. O assunto foi retratado ontem pelo jornal O Estado de São Paulo, que foi conhecer os núcleos do programa no Distrito Federal, em Goiás, Piauí, São Paulo e Santa Catarina.

Em Brasília e no entorno, no Nordeste, no Sul e no Sudeste, a reportagem flagrou entidades de fachada recebendo o dinheiro do projeto, núcleos esportivos fantasmas, abandonados ou em condições precárias. As crianças ficam expostas ao mato alto e a detritos nos terrenos onde deveria haver quadras esportivas. Alguns espaços são precariamente improvisados, faltam uniformes e calçados, os salários estão atrasados, e a merenda é desviada ou entregue com prazo de validade vencido, segundo a reportagem.

No site do ministério, o Segundo Tempo é descrito como um programa de “inclusão social” que tem como objetivo criar núcleos esportivos para oferecer a crianças e jovens carentes. Porém, a reportagem mostra que o programa está, majoritariamente, nas mãos de entidades dirigidas pelo PC do B e virou arma política e eleitoral. Só em 2010, os contratos com essas entidades teriam somado R$ 30 milhões.

O dinheiro deveria ser usado para criar 590 núcleos e beneficiar 60 mil crianças carentes. Na procura por um núcleo cadastrado na cidade do Novo Gama (GO), por exemplo, a reportagem encontrou um terreno baldio onde deveria funcionar um campo de futebol. Cerca de 2,2 mil crianças teriam sido iludidas na cidade por uma entidade sem fins lucrativos fantasma.

O Ministério do Esporte responsabilizou as entidades contratadas pelas falhas no Programa Segundo Tempo. “Cabe à entidade parceira promover a estruturação do projeto”, informou.

Mesmo assim, a pasta defendeu o critério de escolha das entidades. “Para escolher ou renovar parcerias, a Secretaria Nacional de Esporte Educacional realiza chamamento público, um procedimento de seleção de entidades e órgãos com capacidade técnica e operacional para executar o programa.”