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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Condenada com perda dos direitos políticos, Stela Farias defende o feriadão pra companheirada


·         Feriadão duvidoso

Se a moda lançada pelo Piratini pega, feriado que cai em domingo terá de ser comemorado na segunda-feira ou guardado na manga para emenda com outro que caia em terça ou quinta. Essa é a lógica do ponto facultativo decretado pelo governo para garantir quatro dias de feriadão aos servidores, a partir de quinta-feira, aniversário da Proclamação da República.

O argumento da secretária da Administração, Stela Farias, parece brincadeira: já que os servidores do Executivo não tiveram “ponto facultativo” no dia 21 de setembro, e o Dia do Funcionário Público caiu num domingo, o governo deu folga para a companhia na sexta-feira.

·         Quem vai trabalhar

A Assembleia deve definir hoje, em reunião de Mesa, como será o expediente na sexta-feira, mas a tendência é de que o horário seja normal para os funcionários, embora não haja sessão.

No Judiciário haverá atendimento normal na sexta-feira.

Fonte: @rosaneoliveira/Página 10 - 13/11/12

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Recomendo leitura @rosandeoliveira: Quem ganhou, quem perdeu


Fonte: http://bit.ly/Tm5jTn - Zero Hora 30/10

Contados os votos e feitos os cruzamentos entre votos recebidos no primeiro e no segundo turno, é possível saber com mais clareza quem ganhou e quem perdeu, embora os dirigentes partidários tentem puxar a brasa para seu assado e encontrar o melhor ângulo para fotografar seu resultado.


No Brasil, o PT é o que tem mais números a comemorar: fez o maior número de votos, elegeu maior número de prefeitos nas cidades com mais de 200 mil habitantes, vai administrar os maiores orçamentos e comandar cidades que somam 27 milhões de eleitores. Nesse quesito, o PMDB vem em segundo, com 23,1 milhões, e o PSDB, o terceiro, com 16,5 milhões, pouco à frente do PSB, com 15,3 milhões.

Nos 85 maiores colégios eleitorais, o que inclui todas as cidades com mais de 200 mil eleitores, o PT ficou em primeiro lugar, seguido do PSDB.

Se o critério para se considerar vencedor for o partido que mais cresceu em número de prefeituras, ganha o PSB, com um salto de 42,9%. O PSB também comemora o fato de ter conquistado o maior número de capitais (cinco), numa eleição em que o poder ficou pulverizado. Entre os 10 maiores partidos, só o PSB e o PT elegeram mais prefeitos do que em 2008. O PT fez 13,98% a mais. O maior baque foi sofrido pelo DEM, que murchou com a criação do PSD e agora teve uma queda de 44,15% no número de prefeituras. O PSD fez 497 prefeitos, e o DEM, apenas 277, desempenho que só não pode ser considerado uma tragédia porque o partido elegeu os prefeitos de Salvador, ACM Neto, e de Aracaju, João Alves Filho.

O PMDB tem a comemorar o fato de ter sido o partido com maior número de prefeitos no Brasil. São 1.031, número 14,15% menor do que em 2008. O PSDB vem em segundo, com 702, mas isso significa 11,12% menos do que na eleição anterior.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Lá da @rosaneoliveira. "Ministro sem noção", na coluna de hoje de @zerohora. Muito bom!

Ministro sem noção

Vale para o ministro Carlos Lupi a máxima de que nada é tão ruim que não possa piorar. Acuado por denúncias de corrupção em seu ministério, apelou para a fanfarronice na hora de se defender e se deu mal. Disse que só deixaria o cargo abatido a bala, mas que teria de ser munição pesada, porque é pesadão. Em tom desafiador, duvidou que a presidente Dilma Rousseff pudesse demiti-lo pelas denúncias publicadas na revista Veja ou mesmo na reforma ministerial. Sinal de que Lupi, embora se declare amigo de Dilma desde quando ela militava no PDT, não a conhece de fato.

Dilma, que não costuma brincar com coisa séria, enquadrou o ministro do Trabalho. Para não deixar dúvida de que ficara incomodada com suas gracinhas, na quarta-feira mandou a ministra-chefe da Casa Civil avisá-lo de que teria de se retratar. Poderia ter passado a carraspana em uma audiência privada, mas quis mostrar que não admite ver sua autoridade arranhada por uma entrevista desastrada de um ministro garganta. Gleisi transmitiu a insatisfação, disse a Lupi que ele se excedeu e lembrou o bê-á-bá da cartilha do poder: quem nomeia ou demite ministro é o presidente da República.

No mesmo dia, Lupi correu a se retratar. Disse que foi mal compreendido, que não estava desafiando a presidente e que considerava a crise superada. Ontem, diante de dezenas de repórteres que cobriam seu depoimento na Câmara, Lupi conseguiu piorar o que já estava péssimo. Na tentativa de consertar o estrago, culpou seu sangue italiano por falar demais e fez uma patética declaração de amor à chefe:

– Presidente Dilma, desculpe se fui agressivo, não foi minha intenção: eu te amo.

Só faltou fazer o abominável coraçãozinho no ar, unindo os polegares e os indicadores.

A reação da presidente, numa improvisada entrevista depois da cerimônia de sanção da lei que altera o Supersimples, foi típica de quem não gostou. Quando jornalistas perguntaram o que ela achou da afirmação de Lupi, a presidente cortou:

– Ah, gente, vocês acreditam mesmo que eu vou responder assim? Vocês não acreditam, não é? Nessa altura do campeonato, me desculpa, isso... Vamos, vamos... Além disso, o que mais que a gente quer conversar?