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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

#Artigo: Quero uma cota pra mim!

Publicado na Revista Voto
Contrariamente ao que pensa a nova sociedade do “politicamente correto”, é indispensável questionar as políticas afirmativas que pretendem “resgatar dividas históricas” a partir da implantação de cotas.
Senão, vejamos: o governo federal pretende destinar mais, frise-se, 20% de vagas em concursos públicos a afrodescendentes. Hoje, pessoas com deficiência já possuem cerca de 5% a 20% dos cargos disponíveis em seleções públicas. Logo, existe a possibilidade de todos os demais concorrentes disputarem 60% dos cargos.
Essa “reserva racial” incentivada pelo Poder Executivo está longe de assegurar igualdade. Exemplificando, há o caso dos gêmeos idênticos inscritos no vestibular em Brasília, um considerado negro e beneficiado e outro não. Outro exemplo vem do Itamaraty, que aprovou, através das cotas, uma pessoa branca de olhos azuis que se autodeclarou negra.
Com tamanha subjetividade e a mestiçagem que caracteriza o povo brasileiro, cabe o questionamento:  não estaremos, sob o pretexto de promover igualdade, ignorando aptidão e mérito e promovendo o racismo? E mais, eu sou ou não negro? E você, é?
Por vivência própria, e não obstante a infância pobre e carente, como muitos, ingressei, ainda pré-adolescente, no mercado de trabalho. Disputei vagas desde aquela época, para o segundo grau em escola pública, faculdade, concursos e demais processos seletivos. Até hoje, não me foi oportunizado dividir um “pedaço do bolo” com menos concorrentes.
Ora, todos passam por vitórias e derrotas, e o que deve nos diferenciar não é a cor da pele, a etnia, o gênero, a genealogia ou, até, o credo, nem tampouco a política de, em tese, promover a igualdade social a partir de privilégios.
E, corroborando com a manifestação da escritora Lya Luft: “Qualquer sistema de cotas, seja por raça ou tipo de escola freqüentada, é atrasado e injusto. Isso tem de acabar. Provoca mais discriminação, fomenta o ódio racial, e não ajuda a ninguém. É populismo burro. Tentativa de enganar os bobos.“
Mas não só o governo defende a falsa tese de saldar equívocos na aplicação de políticas públicas ou não. Os partidos têm que disponibilizar 30% das vagas a gênero (entenda-se mulheres), e tramita junto a Câmara dos Deputados cota para parlamentares índios. Como se esses gestos melhorassem nossa classe política.

Então, ao invés de incentivar vantagens, não há que nossos governantes propiciarem igualdades na formação educacional, cultural e profissional? Afinal, se não for assim, também quero uma cota pra mim!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Mea-culpa, meu #Artigo em @OpiniaoZH, publicado em @ZeroHora de hoje. http://bit.ly/14nLK5T



Há os que acreditam que o “tsunami” social que sacudiu as cadeiras de políticos e governantes já passou, os Poderes jazem novamente em seus tronos. Talvez. Até essa certeza, ainda há muita análise a se fazer. Contudo, onde está a autocrítica?
Começo por mim mesmo. Acompanhei, pelas redes sociais, rádio, TV, escrevi a respeito, conversei com amigos, troquei e-mails e, literalmente, “bati boca” com partidários e defensores do governo. Fiz minha parte? Não. E, quando meu filho perguntar:
- Pai, onde tu estavas quando ocorreram as manifestações de 2013?
- No sofá da sala, em frente ao computador, com a TV e o radio ligados, responderei.
Mas e quanto ao movimento estudantil e suas famosas entidades, como a UNE - União Nacional de Estudantes, cuja característica principal era o engajamento político e a defesa das causas da juventude, onde estavam? Mudas e caladas. A UNE chegou a se organizar e levar meia dúzia de estudantes pingados a Brasília. Pra quê? O auge dos protestos já havia passado.
Quanto ao Movimento Passe Livre, protagonista das manifestações, viu sua causa crescer e obter respostas sem muito saber qual direção tomar com a repercussão e as conquistas que obteve. Palmas. Acordou “o gigante”, mas e agora? O que fazer com as pessoas agregadas? Não se sabe. Falta uma causa maior.
Talvez não tivesse sido assim se a polícia fosse preparada. Incapaz de conter os protestos, protagonizou cenas de violência generalizada em todo o Brasil, pulou etapas e, por vezes, partiu para agressões físicas diretas, banalizando o uso de armas não letais. A linha de comando evaporou-se em meio ao gás e aos policiais não identificados.
Os culpados por isso, os vândalos. A ilação geral é de que são “infiltrados”. Para a polícia, assaltantes e marginais aproveitando a oportunidade. Para políticos de esquerda, “o braço armado da direita fascista”, que “vem agredindo nas ruas os partidos de esquerda", como declarou o governador. Mas alguém perguntou aos que foram presos quem são, por que fizeram? Não.
Talvez ele sirva, o governador, como exemplo. A maioria dos políticos usa redes sociais em mão única, para divulgar feitos, falar em primeira pessoa sobre atos que deveriam ser de Estado, em autopromoção e falsa tentativa de interação com a sociedade. Quem sabe por isso não tenham entendido tamanha mobilização sem partidos, sindicatos, líderes ou entidades.
 Todos erraram, há um fracasso na cadeia federativa. Governo federal, estadual e prefeituras manifestam-se em lava-mãos generalizado. As respostas e soluções são ensaiadas deixando de lado o enxugamento da máquina estatal e sem, de fato, ouvir a população. Mais uma vez, tentam cooptá-la.
Faltou o mea-culpa.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

#Artigo: República de mentirinha

É corrente entre os discursos que envolvem política o vocativo da “atitude republicana”. São incontáveis os estatutos partidários que avocam o republicanismo. A verdade é que há uma grande crise na república.
O fantasma do fracasso econômico que assombra o Brasil tem como aliados a tensão entre os poderes, a banalização das siglas partidárias e os interesses pessoais, corporativos e financeiros que subjugam a coisa pública. Corrobora o ostracismo da sociedade civil, organizada ou não.
O episódio mais recente e ilustrativo foi a promulgação da criação de quatro tribunais regionais no país, “canetaço” dado por um deputado governista enquanto ocupava interinamente a cadeira da presidência do Congresso Nacional. A “rasteira” desconsiderou manifestação prévia do presidente do STF, impactos financeiros e possível vício de iniciativa da proposta.
Na esteira dos acontecimentos, deve-se seguir uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, instrumento massificado a partir da Constituição de 1988 e cerne da judicialização do Legislativo, tanto de estaduais quanto do federal, que vive o drama da usurpação de funções e tem a ética questionada por seus próprios integrantes.
No Poder Executivo, através de Medidas Provisórias (MP´s), o governo federal toma posse da principal atribuição do Congresso, a de legislar. O Planalto descarta o uso de projetos em regime de urgência (MP dos Portos) e, quando derrotado, como “criança mimada”, vale-se de decretos (redução das tarifas de energia) ou veta emendas e artigos (a lembrar, desde o Código Florestal).
Em contrapartida, para fugir da barganha no empenho de emendas individuais, o Congresso busca retaliação e tenta impor sua vontade no orçamento federal, atribuindo-lhe o nome de impositivo e tendo como principal mudança a execução prioritária das próprias indicações parlamentares. Ora, onde está o interesse e a vontade pública nessas relações?
Nas esferas estaduais as rinhas se proliferam tendo como mote a vantagem política e a revanche. Depois da disputa dos royalties do petróleo, sucede-se a redução do ICMS e o Fundo de Participação dos Estados, que envolvem os principais discursos ideológicos de governo e oposição com partidos amotinados na base do governo federal.  
São demonstrações do enfraquecimento das instituições e da representatividade dos partidos políticos que proliferam no país. Paralelo a isso, as intenções estão voltadas ao ano eleitoral que se aproxima.
Espreitando frestas das instituições, a corrupção   se locupleta nessas “repúblicas de mentirinha”, que  viabilizam movimentos antidemocráticos e se institucionalizam a partir do “se todos fazem, faço também”.

É hora de a sociedade tomar posição e sair do sofá!

terça-feira, 30 de abril de 2013

"Por essas e outras..." meu #artigo em @OpiniaoZH, publicado em @ZeroHora de hoje http://bit.ly/YaY5IQ

Por essas e outras...
Artigo publicado em
Zero Hora
30/04/2013
Clique para ampliar,

Apesar de pensarmos, nós gaúchos, que a corrupção é fato que ocorre em Brasília e que somos os brasileiros mais politizados, motivo pelo qual nos investimos em aura de correção e ética, cabe atentar em que a corrupção também usa bombachas.
A Polícia Federal, através da Operação Concutare,  surpreendeu a todos na manhã desta segunda-feira. (Aqui cabe um parêntese para a habilidade da corporação em manter sigilo e dar nome criativo em suas operações). Concutare é a origem do latim para a palavra concussão. Simplificadamente, crime de extorsão praticado funcionário público.
Entre as atribuições da PF está a de apurar infrações contra a ordem política, semelhante a algumas das atividades investigativas do Ministério Público, com a característica de suas ações serem conjuntas em mais de um estado ou internacionalmente. No caso, não só o Rio Grande do Sul, mas também Santa Catarina tiveram mandatos de prisão executados.
O que mais chamou atenção no fato, além do envolvimento de empresários (em princípio, o corruptor) foi a “corrupção democratizada”. Vários integrantes de partidos estão envolvidos, não escolheram ser governo ou oposição, estadual ou municipal, nem tampouco ideologia, se mais à esquerda ou à direita.
Também houve a prisão de um ou mais consultores. Esta figura, que nada mais é que um atravessador ou “facilitador” é o tão temido lobista, figura habilidosa raramente vista em público com seus clientes, de boas “relações governamentais”, quase sempre oriundas de passagem pelo executivo.
Esses senhores, que têm um ministro como defensor da regulamentação da profissão de lobista, também têm seus nomes associados a crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica. É o caso da ex-chefe de gabinete da presidência em São Paulo, também apanhada em operação da Policia Federal.
Mas, voltando às atuais prisões no RS e SC, cabem os questionamentos: até quando se manterá fechada a caixa preta das licenças ambientais? Por que a aplicação de multas milionárias não resulta em créditos para estados, municípios e união? Será que a “teoria do domínio do fato” apontará outros responsáveis?
Até parece que o único “pacto federativo” que não escolhe filiação partidária e interage facilmente em qualquer circunscrição é a corrupção. É por essas e outras que ética e transparência devem fazer parte do credo de políticos e órgãos públicos, e a atuação do Ministério Público e Polícia Federal mais que preservada e valorizada.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Renuncia, Feliciano!


O que há de pior em nossa sociedade? A violência, a miséria, a corrupção, o preconceito? Talvez, o maior de nossos males seja a hipocrisia, ainda maior quando apregoada por aqueles eleitos pelo povo.
Nossa democracia representativa, por assim dizer, não cansa de cometer gafes. A mais recente delas foi a de conduzir um pastor evangélico à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Não por sua crença, mas pela postura e declarações homofóbicas e machistas tendo por base (e pretexto) a defesa da família.
Segundo o site do Legislativo, entre as atribuições constitucionais da Comissão (permanente) está “receber, avaliar e investigar denúncias de violações de direitos humanos”. Fico imaginando um grupo de homossexuais e mulheres que tenham sido agredidos por seus companheiros (as), tendo ignorado seus direitos na delegacia e em entidades representativas e, por fim,  recorrido a CDHM, sendo recebido por seu presidente.
No exemplo hipotético acima, ainda com informações relativas às atribuições da Comissão, como reagiria o Deputado Marco Feliciano, “em que pesem os obstáculos que impedem a plena observância e cumprimento desses direitos” (humanos)?
 Não há resposta a ser dada diante de um representante, eleito pelos demais colegas, que afirma em livro ("Religiões e política; uma análise da atuação dos parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBTs no Brasil) seu preconceito, homofobia e desprezo pelos direitos das mulheres.
“De qualquer forma, é possível afirmar que o Brasil avança na proteção dos direitos humanos”. É essa sentença que, ainda das atribuições da CDHM, quero destacar pela hipocrisia. É esse o avanço que esperamos?
Não. É hipócrita levar à Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados – por  uma manobra de barganha de cadeiras em comissões de maior prestígio, como Constituição e Justiça ou Orçamento – tal perfil de “legislador” e “fiscalizador”! Feliciano fora eleito por seus pares, apegou-se ao cargo e holofotes (queiramos ou não, seus eleitores devem louvar suas atitudes).
Em contrapartida, é meritória a iniciativa e manifestações que saíram das redes sociais e foram às ruas em todo o Brasil, além da criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos. Cuja intenção é resgatar o papel da comissão, posto que “os direitos humanos sejam compreendidos na sua plenitude, ou seja, como universais, indivisíveis  e interdependentes”.
 Há de haver regras mais claras, que não só a de troca de vagas e ocupação de espaços ou proporcionalidade nas comissões do Legislativo federal. É preciso perfil. Ou isso, ou adotaremos a máxima de um parlamentar gaúcho que disse: “Estou me lixando para a opinião pública”.
E já que o regimento da Câmara não permite outra maneira: renuncia, Feliciano!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Artigo: Eleições 2014 já!

Sem medo de errar, podemos dizer que, desde a redemocratização e do movimento “Diretas já!” houve uma “petetização” das disputas eleitorais para a presidência da República, polarizadas entre dois partidos e um variado e alternado leque de apoiadores.

Os presidenciáveis:
 Dilma, Eduardo Campos, Marina. Aécio Neves
A história política recente mostra que Lula foi a “água mole na pedra dura” de nossa democracia. Até levar a esquerda e seu partido ao poder, foi derrotado pelo ex-caçador de marajás e atual “parceiro” (vide caso do Procurador Geral da República) Fernando Collor. Seguiram-se mais duas derrotas para Fernando Henrique. Até derrotar José Serra, 2002.
Luiz Inácio lançou Dilma candidata a reeleição. Possivelmente, tenha incorrido em crime eleitoral, como acontecera na eleição passada quando fora penalizado com pífias multas por “propaganda eleitoral antecipada”. Arquétipo de uma série de regras torpes e ultrapassadas da nossa legislação eleitoral.
Torpe porque, por exemplo, sem saber como lidar com a internet e redes sociais e em nome de um possível combate ao abuso de poder econômico, a justiça eleitoral não permitiu o uso de Twitter, Facebook e outras ferramentas virtuais nas últimas eleições. A livre manifestação individual fora do período eleitoral foi proibida em 2008, 2010 e 2012 – quando nem mesmo candidatos natos (no caso de vereadores e deputados) puderam se manifestar.
Ora, por que isso ocorre?
a) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exerce seu poder de regulamentação de forma temporal. Ou seja, cada eleição tem uma regra específica e o que valeu na eleição anterior pode não valer na próxima;
b) há um vácuo Legislativo, não há legislação suficiente e a que existe não acompanha a velocidade de nossos avanços tecnológicos e de expressão individual;
c) a reforma política paira entre o cipoal legislativo do Congresso Nacional, barrada por interesses pessoais, partidários e, principalmente, eleitoreiros.
Então, por que não permitir que, sem se utilizar de meios publicitários, de marketing e propaganda, os candidatos que assumam suas candidaturas e propostas de maneira individual? Por que nossos deputados não exercem seu papel de legislador e propõem tais mudanças?
Talvez porque os partidos procurem evitar o debate sobre as eleições 2014 em nome de não sobrepujar supostos anseios mais prementes dos brasileiros. Mas o que é mais importante para um cidadão no exercício pleno de seu direito ao sufrágio que conhecer seu futuro presidente e debater a respeito de seus respectivos programas e projetos?
Não fosse a atual confusão em ser ou não governo e a osmose existente entre as agremiações, não haveria a falsa-polêmica e a hipocrisia de nossos representantes, seus “não-candidatos e  não-partidos”. Nesse contexto, erram as agremiações, pois deveriam tratar governo independente de candidaturas, e este não deveria exercê-lo como máquina eleitoral.
É preciso deixar a máscara de lado, valorizar o debate, conhecer apoiadores, financiadores, candidatos e partidos e que nossos legisladores antecipem não só as candidaturas, mas as regras das próximas eleições.
É bom para população.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A vertente hegemônica - Artigo em que contraponho @rolimmarcos


A vertente hegemônica

Entre amigos, costumo dizer que o rancor político entre esquerda e direita só será sobrepujado - pela afirmação democrática e o anseio pelo bem comum da população - quando minha geração e as que me antecedem deixarem de existir. De fato, morrerem. Somos filhos da ditadura.
É esta mágoa, como a que as crianças maltratadas física e psicológica têm dos pais, que move embates entre políticos e cidadãos mais atentos à política. Há sempre os que dizem: “os gaúchos são os mais politizados.” Também somos os mais passionais, do futebol à religião e à política.
Nossa democracia dá seus passos de mãos dadas com a corrupção, ferida putrefata de nossas origens, de brasileiros que somos. Mesmo assim, há que se comemorar a estabilidade econômica e a pouca interferência da crise internacional em nosso dia a dia. Estamos consolidando o que é possível, não há mais espaço para extremismos, nem à esquerda, nem à direita.
Ao falar em fascismo – cuja origem refere-se ao totalitarismo de ultradireita, em um estado que se sobressaia aos anseios de sua população e em seu nome restrinja direitos – não se pode suscitar que ele venha a se estabelecer junto à nossa cidadania sem que situemos o recente e atual exercício político de nossos governantes.
Senão vejamos: superado o fracasso da primeira eleição presidencial pós-regime militar, com o afastado Fernando Collor e o transitivo Itamar Franco, Fernando Henrique foi eleito por um partido social-democrata. Como tal – para espanto de muitos – um integrante da esquerda.
Depois dele, ingressamos na era do Partido dos Trabalhadores. Dilma sucedeu Lula, e desde FHC somos um país com destaque mundial por nosso posicionamento político através da democracia representativa. Poderíamos dizer, ao teorizar, que essa postura política é um “mix” entre as “dominações” Legal, Tradicional e Carismática proposta por Max Weber e o chamado “bloco hegemônico” de Antonio Gramsci.
Dados os fatos, nossos governos recentes são a representação de uma hegemonia de esquerda que procura a perpetuação no exercício do poder. Através de seus eleitos um pouco mais ou um pouco menos à esquerda. Exemplo recente foi o silêncio (que silencio?) dos partidos à direita, nunca manifesta em seus programas e propostas de governo durante as eleições.
Logo, onde está a direita e a “vertente fascista” preconizada em artigo assinado por Marcos Rolim no dia 18/11 em Zero Hora? O que temos, na verdade, no cenário proposto, é a ineficácia desses governos em promover “políticas antirrisco”, uma iminente recessão, a ausência de consolidação de suas instituições políticas e o suposto estopim: a falta de segurança pública, que propiciaria a “legislação de exceção tendente a suprimir direitos e garantias individuais”.
Ao contrário, é a vertente hegemônica que procura controlar a imprensa, impedir o surgimento de novos partidos, degradar o Supremo Tribunal Federal, partidarizar a educação e “ver pelo em ovo”.
Caberia apontar quem são os fascistas? Onde estão? O que é ser fascista hoje, querer a ordem e bandidos na prisão?

sábado, 6 de outubro de 2012

A morte do tatu, meu artigo publicado em @zerohora @opiniaozh http://bit.ly/RkViXL -

Publicado em Zero Hora de 06/10/2012
A preocupação
é a da arruaça,
da criação de
movimentos
que não
possuem um
propósito além
da baderna
CLEI MORAES*
As redes sociais, mais uma vez, foram a ferramenta de mobilização utilizada para conclamar uma manifestação, em Porto Alegre, contra a suposta privatização de espaços públicos.
Claro que acredito que a internet deve, também, servir como uma ferramenta democrática e de expressão política, como candidatos ou eleitores cidadãos. Ao contrário do que muitos pensam, há, sim, que se permitir que as pessoas exponham suas propostas e ideias da forma mais ampla e ilimitada possível pela rede, desde que não abusem de poder econômico.
Na chamada "primavera árabe" e em outros movimentos (geralmente contra regimes autoritários), Facebook, Twitter e outros que se assemelham tiveram papel fundamental de conclamar a população e levá-la às ruas. Sem questionar se resultaram, de fato, em novas democracias. Tinham um propósito: as pessoas saírem de trás do monitor e transformar palavras em ação.
Em 2000, o relógio comemorativo dos 500 anos que estava instalado no Gasômetro, em Porto Alegre, teve sua cerca derrubada. O relógio foi pichado, depredado e queimado. A Brigada Militar entrou em confronto com os manifestantes e, além dos registros policiais e danos materiais, manifestantes e policiais ficaram feridos. Não havia redes sociais.
Doze anos depois, na Capital, em pleno período eleitoral, foram feitas algumas tentativas, pelas redes sociais, de manifestações contra empresas privadas que utilizam espaços públicos. Na primeira, questionou-se o cercamento do Araújo Vianna. Consequência: um balão publicitário queimado como forma de protesto contra o "morrinho" que fora também encerrado no local.
Na noite seguinte, a vítima foi a mascote da Copa, o tatu-bola. Inicialmente, os manifestantes pensavam em realizar uma espécie de ciranda ao redor do símbolo. Porém, o que ocorreu, mais uma vez, foi o derrubamento das grades que protegiam o boneco, seguindo-se pancadaria entre os que protestavam e os policiais.
É inacreditável que, enquanto o futuro prefeito de Porto Alegre participava de debate com os demais candidatos, uma parcela inconsequente da população, munida de paus e pedras, destruía a propriedade privada e o patrimônio público. Mas com que motivação e justificativa? Com que direito se pode transformar democracia em violência? Nada justifica.
Também há que se questionar a atuação da BM, mas não é esse o mote deste artigo. A preocupação é a da arruaça, da criação de movimentos que não possuem um propósito além da baderna, diferente do que ocorria nos períodos do regime militar e mais recentemente, do período Collor.
Hoje, quando o próprio governo se vale de parcerias público-privadas, as chamadas PPPs, para sanar as dificuldades de caixa na realização de obras, não há _ e penso que nunca houve _ algo que motive um protesto contra a "ocupação de espaços públicos".
Todos têm o direito de expressar suas opiniões. Porém, quando essas extrapolam a internet para se transformar em mero vandalismo, perdem o sentido de existir.
Quem perde é a população. Mataram o tatu.
*Politólogo

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Por que votar? Artigo do @astorwartchow


            Por que votar?      

Astor Wartchow
Advogado
           
            A crise do sistema político representativo não é uma particularidade brasileira. O sentimento de frustração popular também é percebido na Europa e nos Estados Unidos. As disputas políticas em geral têm se caracterizado em mera luta pelo poder. O poder pelo poder. Ou o poder para obter vantagens e enriquecimento pessoal.
            Não necessariamente em defesa da geléia geral, mas explicando e tentando justificar a confusão, também é verdade que devamos reconhecer que a atualidade mundial é de absoluta inquietude, inconstância e com graves crises cíclicas. Crises sociais e econômicas que começam discretas, locais e setoriais, para logo, logo, serem escandalosas, interregionais e gerais.
            A freqüência das crises e suas características diferenciadas têm causado grande confusão nos governos, nos partidos políticos e naquilo que identificávamos como suas convicções ideológicas. Dito de outro modo, objetiva e resumidamente, nem o mercado tem mais a capacidade de auto-regulação, e nem o estado tem o poder de resolução e “apagar incêndios”.
            Ultimamente, entre nós brasileiros, as faces mais comuns e freqüentes da degradação do processo político-partidário têm sido o clientelismo, a corrupção e o cinismo. Conseqüentemente, não é a toa que a população rejeita e hostiliza a política. Os jovens em sua maioria a ignoram quase que por completo.
            O que mantém as aparências e dissimula nossa crise de representação é a obrigatoriedade do voto. Em outros países, notadamente na Europa, os índices de abstenção servem como referência para denunciar e rechaçar as disputas políticas medíocres e seus métodos.
            Assim, desinteresse popular, abstenção e voto nulo funcionam como forma de crítica e denunciam as práticas e métodos políticos que não oferecem alternativas, que confundem a opinião pública, e que, dia após dia, tornam os partidos cada vez mais iguais entre si. Programática e comportamentalmente.
            Diante do descrédito na política e nos políticos, e frustrados com a (deliberada ou não) geléia ideológica, a pergunta dominante entre as pessoas sempre era a seguinte: em quem votar? Mas, ultimamente, a pergunta é outra: por que votar?
            Essa pergunta revela e confirma a gravidade do momento que vivemos. Possivelmente, há dois aspectos extremamente danosos na política brasileira. Primeiramente, o estado brasileiro é exageradamente centralizador e arrecadador. Há poder e dinheiro demais em Brasília.
            O segundo ponto diz respeito ao poder legislativo. Teoricamente, um poder soberano. Mas, na pratica e de modo crescente e objetivo, é, hoje, absolutamente submisso ao poder executivo. Resulta disso, em moto contínuo, que não há mais representantes do povo. O objetivo principal de vereadores e deputados é fazer parte do governo!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Em gráfico: juntos, @marchezan_ e @depPauloBorges podem complicar a vida de @adaovillaverde

Deixados em segundo plano pela imprensa, o Deputado Estadual Paulo Borges (DEM) e o Deputado Federal Nelson Marchezan (PSDB) vêm consolidando seus índices junto às pesquisas.


Mesmo na média (soma dos dois candidatos/dois), alcançam índices alternados acima do obtido por Villaverde e, em todos os cenários, dentro da margem de erro.


 Fonte



Sobre coligações proporcionais em PoA (@correio_dopovo e @TalineOppitz)

Coligações proporcionais em negociação


Os partidos que apoiam a pré-candidatura de José Fortunati à reeleição estão intensificando as negociações em torno das coligações proporcionais. O martelo em torno da definição somente poderá ser batido após a decisão do PP, dia 11, mas alguns cenários já estão se consolidando. Em princípio, o PDT concorrerá aliado ao PRB. Outra frente será composta por PPS, PMN, PT do B, PRP e PRTB; e o PTB deve concorrer sozinho. Caso o PP integre aliança, deve se unir na proporcional com o PMDB ou ainda com o PDT.


Fonte

Confira a pesquisa completa do @institutoindex para Porto Alegre


Dados pesquisa Index
Período de 31 de maio a 2 de junho de 2012
Margem de erro  3,0%
1.100 entrevistas.
Registro TRE RS-00022/2012.
Fonte






Candidatos aptos à Certidão de Quitação Eleitoral podem ser consultados


TSE divulga lista de filiados com pendências:

Quase dois milhões de filiados a partidos políticos são devedores de multa eleitoral
Ao todo, 1.709.775 filiados a partidos políticos possuem pendências de multas eleitorais. Os nomes desses devedores já estão disponíveis no sistema Filiaweb, onde os partidos poderão verificar quais os filiados que pretendem se candidatar em 2012 possuem a pendência para, então, regularizar a situação e conseguir a certidão de quitação eleitoral. Sem essa certidão, não é possível obter o registro de candidatura.
Hoje é a data-limite para a Justiça Eleitoral disponibilizar a lista de devedores, em respeito ao calendário eleitoral. Normalmente, as pendências são por falta de justificativa de não comparecimento em plebiscito ou referendo.
Ao consultar o Filiaweb, uma ferramenta que permite o acesso ágil a informações de interesse dos partidos políticos, os partidos políticos poderão tomar a iniciativa de alertar seus diretórios e respectivos candidatos sobre a necessidade de quitação das multas com antecedência razoável. O dia 5 de julho é a data-limite para os partidos apresentarem, no cartório eleitoral, os pedidos de registro de seus candidatos.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

@congemfoco: Deputados federais pré-candidatos a prefeito no RS


Assis Melo - PCdoB (RS) – Caxias do Sul
Manuela D’ávila  - PCdoB (RS) – Porto Alegre
Nelson Marchezan - PSDB (RS) – Porto Alegre
Fernando Marroni - PT (RS) – Pelotas


Nos demais estados:

SENADO
DEM
Jayme Campos (MT) – Várzea Grande
PCdoB
Inácio Arruda (CE) – Fortaleza
PSDB
Cícero Lucena (PB) – João Pessoa
PT
Humberto Costa (PE) – Recife
CÂMARA
DEM
ACM Neto (BA) – Salvador
Davi Alcolumbre (AP) – Macapá
Efraim Filho (PB) – João Pessoa
Jairo Athayde (MG) – Montes Claros
João Bittar (MG) – Uberlândia
Luiz Carlos Setim (PR) – São José dos Pinhais
Mendonça Filho (PE) – Recife
Pauderney Avelino (AM) – Manaus
Rodrigo Maia (RJ) – Rio de Janeiro
Vitor Penido (MG) – Nova Lima
PCdoB
Alice Portugal (BA) – Salvador
PDT
Félix Mendonça (BA) – Salvador*
Flávia Morais (GO) – Trindade
Marcos Medrado (BA) – Salvador*
Paulinho da Força (SP) – São Paulo
Paulo Rubem Santiago (PE) – Recife
* A Executiva Nacional do PDT ainda não definiu entre Félix Mendonça e Marcos Medrado para a disputa da Prefeitura de Salvador.
PMDB
Edinho Bez (SC) – Tubarão
Edson Giroto (MS) – Campo Grande
Fernando Jordão (RJ) – Angra dos Reis
Gabriel Chalita (SP) – São Paulo
Joaquim Beltrão (AL) – Coruripe
José Priante (PA) – Belém
Lelo Coimbra (ES) – Vitória
Leonardo Quintão (MG) – Belo Horizonte
Marllos Sampaio (PI) – Teresina
Nelson Bornier (RJ) – Nova Iguaçu
Paulo Piau (MG) – Uberaba
Raimundão Macedo (CE) – Juazeiro do Norte
Raul Henry (PE) – Recife
Teresa Surita (RR) – Boa Vista
Washington Reis (RJ) – Duque de Caxias
PMN
Doutor Carlos Alberto (RJ) – Itaboraí
PP
Eduardo da Fonte (PE) – Recife
João Leão (BA) – Salvador
Rebecca Garcia (AM) – Manaus
Sandes Júnior (GO) – Goiânia
PPS
Almeida Lima (SE) – Aracaju
Arnaldo Jordy (PA) – Belém
PR
Aracely de Paula (MG) – Araxá
Gorete Pereira (CE) – Maracanaú
Henrique Oliveira (AM) – Manaus
Lúcio Vale (PA) – Belém
Maurício Trindade (BA) – Salvador
Neilton Mulim (RJ) – São Gonçalo
Vinícius Gurgel (AP) – Macapá
Zoinho (RJ) – Volta Redonda
PRB
George Hilton (MG) – Contagem
Heleno Silva (SE) – Canindé de São Francisco
Márcio Marinho (BA) – Salvador
PRP
Jânio Natal (BA) – Porto Seguro
PSD
Ademir Camilo (MG) – Governador Valadares
Armando Vergílio (GO) – Goiânia
Doutor Paulo César (RJ) – Cabo Frio
Geraldo Thadeu (MG) – Poços de Caldas
Guilherme Campos (SP) – Campinas
Hélio Santos (MA) – Açailândia
Irajá Abreu (TO) – Palmas
João Lyra (AL) – Maceió
Manoel Salviano (CE) – Juazeiro do Norte
Sérgio Zveiter (RJ)* – Niterói
*O deputado se licenciou da Câmara em 23 de março de 2011 para assumir a Secretaria Estadual de Trabalho e Renda.
PSB
Audifax (ES) – Serra
Doutor Ubiali (SP) – Franca
Givaldo Carimbão (AL) – Maceió
Jonas Donizette (SP) – Campinas
Laurez Moreira (TO) – Gurupi
Ribamar Alves (MA) – Santa Inês
PSC
Edmar Arruda (PR) – Maringá
Ratinho Júnior (PR) – Curitiba
PSDB
Alfredo Kaefer (PR) – Cascavel
Alberto Mourão (SP) – Praia Grande
Carlaile Pedrosa (MG) – Betim
Carlos Roberto (SP) – Guarulhos
Duarte Nogueira (SP) – Ribeirão Preto
Eduardo Gomes (TO) – Palmas
Leonardo Vilela (GO) – Goiânia
Luiz Nishimori (PR) – Maringá
Otávio Leite (RJ) – Rio de Janeiro
Reinaldo Azambuja (MS) – Campo Grande
Rogério Marinho (RN) – Natal
Romero Rodrigues (PB) – Campina Grande
Rui Palmeira (AL) – Maceió
Pinto Itamaraty (MA) – Paço do Lumiar
Zenaldo Coutinho (PA) – Belém
Marco Tebaldi (SC) – Joinville
PT
Amauri Teixeira (BA) – Jacobina
Artur Bruno (CE) – Fortaleza
Carlinhos Almeida (SP) – São José dos Campos
Fernando Ferro (PE) – Cabo de Santo Agostinho
Gilmar Machado (MG) – Uberlândia
Iriny Lopes (ES) – Vitória
João Paulo Cunha (SP) – Osasco
Nelson Pellegrino (BA) – Salvador
Pedro Eugênio (PE) – Ipojuca
Pedro Uczai (SC) – Chapecó
Rogério Carvalho (SE) – Aracajú
Vander Loubet (MS) – Cuiabá
PTB
Célia Rocha (AL) – Arapiraca
Jovair Arantes (GO) – Goiânia
Walney Rocha (RJ) – Nova Iguaçu
PTC
Edivaldo Holanda Júnior (MA) – São Luís*
*O deputado está licenciado desde 3 de maio para tratamento de saúde.
PTdoB
Rosinha da Adefal (AL) – Maceió
PV
Doutor Aluizio (RJ) – Macaé
Henrique Afonso (AC) – Cruzeiro do Sul