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sábado, 16 de março de 2013

Artigo: De olho em 2014


Publicado na @revistavoto 16/03


Um olhar mais atento sobre as movimentações no Planalto e no Congresso acendem alerta a temas de anseio da população brasileira como a reforma política e a tributária. Em razão das eleições, há mudanças na relação de forças e no xadrez eleitoral com vistas a 2014.


Ao assumir, o novo presidente da Câmara trouxe à pauta temas espinhosos ao Governo Federal. A votação no Congresso que derrubou os vetos da presidente à distribuição dos royalties foi um recado: pode ter iniciado o fim da submissão e atrelamento do Legislativo ao Executivo e às relações com as “meninas superpoderosas” dos ministérios da Casa Civil, Planejamento e Relações Institucionais, portadoras das orientações do governo e guardiãs da chave do cofre.

Essa sujeição ocorrida até agora se deveu principalmente a um fator, a saber: nosso sistema eleitoral baseado em coligações e a consequente composição dos governos de coalizão (em troca de apoio do Legislativo, partidos derrotados eleitoralmente passam a integrar o governo e formam a chamada “base aliada”).

Tal modelo pernicioso, porque facilita a barganha política em troca de cargos, recursos, empenho e pagamento de emendas parlamentares, foi muito bem implantado por Lula/Dirceu e deixado como herança para Dilma. Efeitos indiretos: Legislativo enfraquecido, judicialização do Estado, corrupção e ministros defenestrados, como os do Esporte, Transportes e Trabalho, além das criações ocorridas até agora, de ministérios de importância duvidosa para acomodar aliados.

Sem conseguir – o governo – manter tais pontas amarradas e diante da possibilidade do surgimento de novas candidaturas à presidência, além da previsão de derrota na votação da reforma política, emperrada pelo próprio governo (o relator só obteve “aprovação prévia” do financiamento público de campanha), houve a necessidade de acomodar velhos “irmãos de armas” na Esplanada, casos do PMDB e PDT, além de articular a aproximação do PSD.

Por quê? Para consolidar apoios e assegurar poder político e de negociação com vistas a 2014, na hipótese de autonomia das duas casas dirigidas pelo PMDB,  Senado e Câmara dos Deputados, que podem levar a plenário e aprovar alguns pontos da reforma política sem apoio do governo, quais sejam, formação das federações de partidos, fim das coligações, participação popular por meio de assinatura eletrônica.

Ou seja, enquanto o Congresso Nacional busca sua independência do Executivo e a retomada do pacto federativo, já reforçando suas hostes e reunindo com governadores (interessados na reforma tributária), o Planalto apresenta suas armas com uma minirreforma ministerial em contra-ataque de acalento aos partidos descontentes.

Conclusão: o Brasil não é o país do futuro, é o país da próxima eleição, das reformas baseadas em  interesses quase sempre eleitorais e da apatia política de seus cidadãos, que assistem calados ao troca-troca de comensais do dinheiro público.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Simulação tempo de TV @deputadamanuela com PSD

Coligação PCdoB - PSB - PSC - PSD - PHS 

PSD com tempo proporcional
6'33"44

Base

Partido
Tempo Igualitário
Tempo Proporcional
Tempo Total
20
PSC
00'20"68
00'39"76
01'00"44
31
PHS
00'20"68
00'04"67
00'25"35
40
PSB
00'20"68
01'19"53
01'40"21
65
PC do B
00'20"68
00'35"08
00'55"76
55
PSD
00'20"68
02'11"00
02'31"68
TOTAL
10 minutos
20 minutos
30 minutos

 Fonte

*Se não houver partido registrado no estado ou em POA disputando o pleito, pode haver variação no tempo

Tempo de TV Eleições 2012 com o PSD
 http://bit.ly/HsnHW4

Sobre o tempo de TV: DEM, PMDB, PSDB, PPS, PR, PP e PTB X PSD

Extrato da notícia do Correio Brasiliense publicado em 15/06/2012


A 15 dias do prazo final para a formação de alianças partidárias com vista às eleições municipais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou mais uma vez a análise que definirá o tempo de tevê a que o PSD terá direito na propaganda eleitoral. (...)
Autor do pedido de vista que adiou no TSE a decisão sobre o futuro do PSD, Toffoli é relator de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta por sete partidos contrários à distribuição do tempo de tevê do PSD proporcionalmente ao tamanho da bancada da sigla na Câmara. DEM, PMDB, PSDB, PPS, PR, PP e PTB. (...)
Na avaliação dos partidos autores da ação, a tese da portabilidade de votos fere o princípio da proporcionalidade. Segundo as legendas, também haveria violação, em caso de concessão do tempo de tevê ao PSD, aos princípios da isonomia, da soberania popular e da anterioridade eleitoral, uma vez que uma nova interpretação alteraria o quadro da divisão do tempo de propaganda a menos de um ano da eleição. (...)
Enquanto a Justiça não definir a questão, o PSD terá apenas o tempo mínimo nas propagandas e continuará recebendo a cota mínima do Fundo Partidário, de R$ 18,5 mil mensais. Caso o pedido seja atendido, o PSD passará a receber a fatia proporcional, estimada em R$ 1,6 milhão por mês.

Tempo de TV Eleições 2012 com e sem o PSD http://bit.ly/HsnHW4

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No mínimo, estranha a foto de @betoalbuquerque ao lado Temer


Pra quem o conhece, seria no mínimo estranha a foto publicada em ZH dominical. Mas é emblemática a presença do cicerone Beto Abuquerque - homem forte do PSB ligado diretamente às articulações de sua agremiação no Governo Lula e na vitória de Tarso Genro no RS - ao lado de Michel Temer, do PMDB, partido arquiinimigo da "esquerda" gaúcha.