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quinta-feira, 28 de junho de 2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Artigo: Votar em quem ou em quê?


As eleições deste ano têm surpreendido a todos. Não pelo surgimento de um provável estadista, tampouco pela propositura de grandes projetos e ideias, mas pelo pragmatismo de partidos e candidatos.
Nessa semana, o ex-presidente Lula, no intuito de tentar eleger seu candidato em São Paulo, articulou coligação (e posou para fotos) com o ex-governador Paulo Maluf, político brasileiro que figura entre os mais procurados em todo o mundo pela Interpol (Polícia Internacional).
O fato provocou alvoroço entre partidos, militantes e eleitores. Afinal, vale à pena, pela conquista de poder, fazer qualquer tipo de aliança? Seja por espaço na TV, obtenção de recursos financeiros ou barganhas de cargos, pode-se deixar de lado as ideologias partidárias?
No caso de Porto Alegre, mais por questões ideológicas entre as siglas – pela própria característica do debate político dos gaúchos –, tivemos a oportunidade de acompanhar, numa espécie de prévia, o apoio não concretizado de um partido tipicamente de direita a um partido de esquerda, comunista.
Nesse processo, debateu-se, também, apoiar o atual prefeito da capital, pertencente a uma sigla mais ao centro. Mas o que caracteriza esse posicionamento entre centro, direita e esquerda? Os estatutos e programas partidários, por certo!
Simples, mas nem tanto. Nacionalmente, acabamos de chegar ao trigésimo partido registrado. Nesse contexto, como o eleitor pode identificar, com clareza, quais as principais características de cada um? Diretamente, através de seus representantes, candidatos e ocupantes de cargos. Ou nem assim?
Esquerdismos à parte, uma eleição não deve significar unicamente a implantação de um projeto de “ditadura do proletariado” ou, no caso da direita, um programa liberal ou conservador, exclusivamente. São dias de sincretismo político.
Exemplo: o governo Lula pautou-se pela socialdemocracia, o assistencialismo e a caracterização de um modelo em que ele mesmo disse que não existiria mais direita e esquerda. A meu ver, é este o caminho a que se dirige nossa política. Mas a que preço?
Não fosse o baixo nível de alguns “abraços” que precedem a campanha eleitoral e as exceções nas políticas de aliança, perceberíamos facilmente que vivemos tempos de democracia moderna.
Temos senadores e deputados que já tiveram seus mandatos cassados e voltaram a ser eleitos. Corre, no Congresso Nacional, uma CPI Mista que procura apurar corrupção envolvendo desde governadores a integrantes de instituições públicas e privadas em vários níveis.
Seria a corrupção o reflexo do pragmatismo político transformado em fisiologismo ao se obter o poder? Talvez, pois o passo após a eleição é a formação da “base aliada”, a busca pela governabilidade.
Nada disso tem a ver com a dicotomia entre esquerda e direita, mas em ser oposição ou fazer parte do governo, sua composição e projeto. Tem a ver, principalmente, com essa dita governabilidade que pode transformar opositores em aliados.
Mas o que existe, de fato, é a necessidade de se atender a quem elege: o eleitor! A população! Em síntese: Votamos no quê? Votamos em quem?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Em gráfico: juntos, @marchezan_ e @depPauloBorges podem complicar a vida de @adaovillaverde

Deixados em segundo plano pela imprensa, o Deputado Estadual Paulo Borges (DEM) e o Deputado Federal Nelson Marchezan (PSDB) vêm consolidando seus índices junto às pesquisas.


Mesmo na média (soma dos dois candidatos/dois), alcançam índices alternados acima do obtido por Villaverde e, em todos os cenários, dentro da margem de erro.


 Fonte



Confira a pesquisa completa do @institutoindex para Porto Alegre


Dados pesquisa Index
Período de 31 de maio a 2 de junho de 2012
Margem de erro  3,0%
1.100 entrevistas.
Registro TRE RS-00022/2012.
Fonte






segunda-feira, 4 de junho de 2012

2000/2008 - Em gráfico, análise dos votos nas principais legendas partidárias, em Porto Alegre


2000 a 2008: votação na legenda dos principais candidatos a pref. Porto Alegre @adaovillaverde @josefortunati @deputadamanuela @marchezan_ @deppauloborges


Clique para ampliar




2000
2004
2008
PDT
25.406
9.558
5274
PMDB
9.560
6.344
42783
DEM
6.823
6.706
5286
PP
2.364
4.390
3278
PSDB
15.666
1.498
5382
PT
64.893
40.394
42190
PSB
431
2.346
734
PC do B
196
417
14796
PTB
3.838
2.091
3428
PPS
1.049
13.003
842
PHS
284
186
715
PR
954
744
519
PSTU
1.370
1.856
2128
PV
3726
1.163
2843




Psol


13759

O PSOL de @lucianagenro pode ser a grande revelação na Câmara de POA, podendo mais que dobrar sua bancada. Em 2008 elegeu 2 vereadores. E fez 13759 votos na legenda

O PDT de @josefortunti reduziu gradativamente sua votação na legenda. Com candidato próprio, pode recuperar o eleitorado

Nas últimas duas eleições municipais, a votação na legenda de @adaovillaverde se mantém nos seu atuais índices obtidos nas pesquisas.

A volta de Fogaça, do PPS para o PMDB, dizimou a votação na sigla de @freire_roberto em 2008

Exceção à regra, em 2004, o PT de @raulpontpt obteve mais votos na legenda que o prefeito eleito. Raul havia ganho o 1º turno.

A maior votação na legenda, nas eleições municipais de POA, se deu com o PT de @tarsogenro, em 2000, com 64.893

Apesar de ter caído a 1/10 da votação obtida na legenda 2000/2004, o PSDB de @marchezan_ recuperou-se em 2008, com candidatura própria

O protagonismo de @anaamelialemos nas eleições de POA pode turbinar a votação na legenda, que não foi o forte do partido (PP) entre 2000/2008

Com candidatura própria, o PCdoB de @deputadamanuela multiplicou por 75 a votação na legenda de 2000/2008

Observações:


2000
2004
2008
prefeito eleito
Tarso Genro
Fogaça PPS
Fogaça PMDB
2003
PPB=PP


2006
PR=PL+PRONA

2007
PFL=DEM

2004
Psol


corte
<1000 nas 3 eleições