6. O ponto estará no preço e no custo dos espaços dessas espontâneas adesões. Avaliado preços e custo desses espaços, o governo decidirá se quer governar com 90% ou 60% de apoio. Maioria sempre terá para 95% dos projetos de lei em tramitação de seu interesse. Até porque –num e noutro caso- pode somar votos no varejo, nas bancadas informais.
7. A reforma ministerial de Dilma é mais um ponto na série dessa lógica. Na verdade é conquista de audiência de TV. A linha que costura essa –e outras- colchas de retalho, é grossa, e –em vez de tratar dos programas das pastas, trata das ofertas que garantam boas bancadas renovadas na legislação seguinte, que garantirão tempo de TV, o grande cacife para a próxima rodada.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Revitalização da área portuária do Rio (@cesarmaia). Sugiro visita do @josefortunati para conhecer
REVITALIZAÇÃO ATUAL DA ÁREA PORTUÁRIA DO RIO: UM ERRO ESTRATÉGICO!
1. Os Planos de Revitalização da Área Portuária do Rio vêm desde 1978 por iniciativa da Associação Comercial e liderança do Sr. Amauri Temporal, vice e depois presidente da ACRJ. Naquele momento se via a revitalização associada à recuperação do Porto do Rio.
2. Em seguida, a partir da segunda metade dos anos 80, passou-se a ver a revitalização como um projeto comercial, uma nova área do Centro do Rio, para a localização de escritórios comerciais.
3. Nos anos 90, essa visão foi alterada, para uma área de uso misto e de base residencial. Um projeto residencial de referência foi aprovado e executado. Junto a este, o programa Novas Alternativas, de restauração para fins residenciais de imóveis abandonados e tombados na região. Prefeitura e CEF se associaram nesse programa, que teve enorme sucesso.
4. Do final dos anos 90 ao final da primeira década do ano 2000, se ajustou a visão residencial, para agregá-la a enclaves culturais com efeito multiplicador sobre a área e a integração com o histórico morro da Providencia, o morro da Favela. Veio a Cidade do Samba, o favela-bairro/eco-museu do Morro da Providência e sua Vila Olímpica. No final do governo FHC, um decreto separou a área portuária da área urbana, abrindo espaço para a revitalização sustentada.
5. Com a prefeitura do Rio, que assumiu em 2009 e, com todo o apoio do governo federal que transferiu poder decisório sobre uma área que é basicamente sua e com recursos bilionários do FGTS, foram finalmente criadas as condições para um processo sequencial de revitalização.
6. Mas uma visão negocial e especulativo-imobiliária cometeu um ERRO estratégico que terá graves consequências para a região e para a cidade. No afã de se criar atrativos a escritórios (a derrubada da Perimetral e a construção do Túnel são exemplos), se eliminou a componente residencial como eixo. O vetor cultural definido será de baixo multiplicador.
7. A insistência em recriar o Centro da Cidade na área portuária terá três desdobramentos: a) ajudará a esvaziar o Centro histórico. b) concorrerá com recursos limitados aos investimentos na região da Barra para onde se expandem polos comerciais, incluindo, claro, condomínios de escritórios. c) se funcionar, mesmo que parcialmente, agravará o caos do trânsito, com mais deslocamentos radiais e com mais uso de automóveis de passeio.
8. Um erro estratégico gravíssimo, recebido com aplausos por muitos, na busca de boas notícias. Mas um mico ou um problema sem solução em médio e longo prazo. E a primeira conta já foi lançada no bolso dos trabalhadores, a quem pertence o FGTS. Outras contas maiores virão, como cobrança de tais erros de visão. Alguns poucos ganharão muito e muitos/todos e o Rio perderão demais.
1. Os Planos de Revitalização da Área Portuária do Rio vêm desde 1978 por iniciativa da Associação Comercial e liderança do Sr. Amauri Temporal, vice e depois presidente da ACRJ. Naquele momento se via a revitalização associada à recuperação do Porto do Rio.
2. Em seguida, a partir da segunda metade dos anos 80, passou-se a ver a revitalização como um projeto comercial, uma nova área do Centro do Rio, para a localização de escritórios comerciais.
3. Nos anos 90, essa visão foi alterada, para uma área de uso misto e de base residencial. Um projeto residencial de referência foi aprovado e executado. Junto a este, o programa Novas Alternativas, de restauração para fins residenciais de imóveis abandonados e tombados na região. Prefeitura e CEF se associaram nesse programa, que teve enorme sucesso.
4. Do final dos anos 90 ao final da primeira década do ano 2000, se ajustou a visão residencial, para agregá-la a enclaves culturais com efeito multiplicador sobre a área e a integração com o histórico morro da Providencia, o morro da Favela. Veio a Cidade do Samba, o favela-bairro/eco-museu do Morro da Providência e sua Vila Olímpica. No final do governo FHC, um decreto separou a área portuária da área urbana, abrindo espaço para a revitalização sustentada.
5. Com a prefeitura do Rio, que assumiu em 2009 e, com todo o apoio do governo federal que transferiu poder decisório sobre uma área que é basicamente sua e com recursos bilionários do FGTS, foram finalmente criadas as condições para um processo sequencial de revitalização.
6. Mas uma visão negocial e especulativo-imobiliária cometeu um ERRO estratégico que terá graves consequências para a região e para a cidade. No afã de se criar atrativos a escritórios (a derrubada da Perimetral e a construção do Túnel são exemplos), se eliminou a componente residencial como eixo. O vetor cultural definido será de baixo multiplicador.
7. A insistência em recriar o Centro da Cidade na área portuária terá três desdobramentos: a) ajudará a esvaziar o Centro histórico. b) concorrerá com recursos limitados aos investimentos na região da Barra para onde se expandem polos comerciais, incluindo, claro, condomínios de escritórios. c) se funcionar, mesmo que parcialmente, agravará o caos do trânsito, com mais deslocamentos radiais e com mais uso de automóveis de passeio.
8. Um erro estratégico gravíssimo, recebido com aplausos por muitos, na busca de boas notícias. Mas um mico ou um problema sem solução em médio e longo prazo. E a primeira conta já foi lançada no bolso dos trabalhadores, a quem pertence o FGTS. Outras contas maiores virão, como cobrança de tais erros de visão. Alguns poucos ganharão muito e muitos/todos e o Rio perderão demais.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
O destino do Maracanã, um presente comprado com dinheiro público, por @cesarmaia
CABRAL DOA QUASE 1 BILHÃO DE REAIS AOS "PARCEIROS"!
(Ex-Blog) Atletas em formação ficarão sem estádios públicos de atletismo e de esportes aquáticos. Valor da reforma do Maracanã já passa de R$ 1,1 bilhão, e não os R$ 859,9 milhões citados. Não há nenhum valor de pagamento a vista. E não se sabe como as parcelas são reajustadas. Se não forem, é assalto à mão desarmada. Edital mente sobre investimentos adicionais. 2016 é apenas festa de encerramento. Reforma do Maracanã excede, em muito, jogos de futebol olímpicos. Quem será o felizardo? Falam que, pela frente ou por trás, ficará com esta doação o empresário que empresta jatinho para Cabral. Espera-se que MP e TCM questionem já.
(Globo, 23) 1. O governo do estado não terá retorno financeiro dos R$ 859,9 milhões em investimentos que estão sendo feitos com recursos próprios e empréstimos do BNDES para preparar o Complexo do Maracanã para a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Ao divulgar detalhes da minuta do edital de concessão do espaço à iniciativa privada, informou que o vencedor da concorrência vai operar o complexo por 35 anos, a partir de 2013. O valor da outorga anual previsto no edital será de R$ 7 milhões quitados em 33 parcelas anuais. Ou seja: o governo estadual receberá apenas R$ 231 milhões em 35 anos ou 26,86% do total investido, caso e a concessão seja feita pelo valor mínimo.
* * *
O GOVERNO FEDERAL ESTÁ DE ACORDO COM A DOAÇÃO DO MARACANÃ?
Parte significativa da reforma (reforma?) do Maracanã foi feita com recursos federais. O governo federal estará de acordo com o edital de privatização do Maracanã e com a respectiva, e proporcional, doação de recursos federais? O que diz o TCU? O que diz o ministério dos esportes? O que diz o MPF?
(Ex-Blog) Atletas em formação ficarão sem estádios públicos de atletismo e de esportes aquáticos. Valor da reforma do Maracanã já passa de R$ 1,1 bilhão, e não os R$ 859,9 milhões citados. Não há nenhum valor de pagamento a vista. E não se sabe como as parcelas são reajustadas. Se não forem, é assalto à mão desarmada. Edital mente sobre investimentos adicionais. 2016 é apenas festa de encerramento. Reforma do Maracanã excede, em muito, jogos de futebol olímpicos. Quem será o felizardo? Falam que, pela frente ou por trás, ficará com esta doação o empresário que empresta jatinho para Cabral. Espera-se que MP e TCM questionem já.
(Globo, 23) 1. O governo do estado não terá retorno financeiro dos R$ 859,9 milhões em investimentos que estão sendo feitos com recursos próprios e empréstimos do BNDES para preparar o Complexo do Maracanã para a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Ao divulgar detalhes da minuta do edital de concessão do espaço à iniciativa privada, informou que o vencedor da concorrência vai operar o complexo por 35 anos, a partir de 2013. O valor da outorga anual previsto no edital será de R$ 7 milhões quitados em 33 parcelas anuais. Ou seja: o governo estadual receberá apenas R$ 231 milhões em 35 anos ou 26,86% do total investido, caso e a concessão seja feita pelo valor mínimo.
O GOVERNO FEDERAL ESTÁ DE ACORDO COM A DOAÇÃO DO MARACANÃ?
Parte significativa da reforma (reforma?) do Maracanã foi feita com recursos federais. O governo federal estará de acordo com o edital de privatização do Maracanã e com a respectiva, e proporcional, doação de recursos federais? O que diz o TCU? O que diz o ministério dos esportes? O que diz o MPF?
terça-feira, 25 de setembro de 2012
@cesarmaia "DEBILITAMENTO DO PT É NOTÍCIA INTERNACIONAL!"
DEBILITAMENTO DO PT É NOTÍCIA INTERNACIONAL!
(La Nacion, 23) 1. O Partido dos Trabalhadores (PT) está em apuros. Faltando apenas duas semanas para as eleições municipais no Brasil, todas as pesquisas concordam que o governo está ficando para trás, e nem mesmo o carisma do ex-presidente Lula e a popularidade da presidente Dilma Rousseff parecem suficientes para evitar uma forte derrota.
2. Naturalmente desgastado depois de anos de crescimento, desacreditado pelo julgamento do escândalo de corrupção conhecido como "mensalão", distante de alguns aliados e ainda mais distante de uma nova classe média que começa a prestar atenção à questões menos materiais, o PT se encaminha para ter em 7 outubro o pior desempenho de sua história nas capitais.
3. O espólio mais precioso, São Paulo, a maior cidade do país, já está praticamente perdido, enquanto que no Nordeste, um dos bastiões do PT na era Lula, os candidatos petistas apenas lutam para chegar ao segundo turno. Hoje, o governo só tem chance de ganhar no primeiro turno em Goiânia.
4. De nada adiantou Lula fazer campanha para os candidatos a prefeito, em alguns casos com aparições maiores do que os próprios candidatos, na propaganda eleitoral da televisão. A presidente Dilma Rousseff, que tinha esperanças que sua popularidade pudesse reverter o dramático cenário eleitoral, não conseguiu até agora que isso acontecesse. Um elemento-chave que entrou na campanha e desgastou ainda mais o partido, foi o julgamento contra a antiga cúpula do PT, o chamado escândalo do “mensalão", que abalou o primeiro governo Lula. O julgamento do "mensalão" causou danos ao PT, que já não é visto como o partido da ética, que tanto pregou quando estava na oposição.
5. "A nova classe média sente que eles não têm outras coisas imateriais: acesso à saúde, educação e transportes de qualidade, cidades mais seguras. Querem soluções para os problemas concretos da comunidade. Não votarão as cegas por uma ideologia, como a oferecida pelo PT em seu discurso”, disse Márcia Cavallari, diretora da Unidade Inteligência, do instituto de pesquisas Ibope. O Brasil já passou por um primeiro momento de mobilidade econômica, e agora o país tem que enfrentar o desafio de alcançar uma verdadeira mobilidade social e as próximas eleições podem ser o sinal disso.
(La Nacion, 23) 1. O Partido dos Trabalhadores (PT) está em apuros. Faltando apenas duas semanas para as eleições municipais no Brasil, todas as pesquisas concordam que o governo está ficando para trás, e nem mesmo o carisma do ex-presidente Lula e a popularidade da presidente Dilma Rousseff parecem suficientes para evitar uma forte derrota.
2. Naturalmente desgastado depois de anos de crescimento, desacreditado pelo julgamento do escândalo de corrupção conhecido como "mensalão", distante de alguns aliados e ainda mais distante de uma nova classe média que começa a prestar atenção à questões menos materiais, o PT se encaminha para ter em 7 outubro o pior desempenho de sua história nas capitais.
3. O espólio mais precioso, São Paulo, a maior cidade do país, já está praticamente perdido, enquanto que no Nordeste, um dos bastiões do PT na era Lula, os candidatos petistas apenas lutam para chegar ao segundo turno. Hoje, o governo só tem chance de ganhar no primeiro turno em Goiânia.
4. De nada adiantou Lula fazer campanha para os candidatos a prefeito, em alguns casos com aparições maiores do que os próprios candidatos, na propaganda eleitoral da televisão. A presidente Dilma Rousseff, que tinha esperanças que sua popularidade pudesse reverter o dramático cenário eleitoral, não conseguiu até agora que isso acontecesse. Um elemento-chave que entrou na campanha e desgastou ainda mais o partido, foi o julgamento contra a antiga cúpula do PT, o chamado escândalo do “mensalão", que abalou o primeiro governo Lula. O julgamento do "mensalão" causou danos ao PT, que já não é visto como o partido da ética, que tanto pregou quando estava na oposição.
5. "A nova classe média sente que eles não têm outras coisas imateriais: acesso à saúde, educação e transportes de qualidade, cidades mais seguras. Querem soluções para os problemas concretos da comunidade. Não votarão as cegas por uma ideologia, como a oferecida pelo PT em seu discurso”, disse Márcia Cavallari, diretora da Unidade Inteligência, do instituto de pesquisas Ibope. O Brasil já passou por um primeiro momento de mobilidade econômica, e agora o país tem que enfrentar o desafio de alcançar uma verdadeira mobilidade social e as próximas eleições podem ser o sinal disso.
terça-feira, 5 de julho de 2011
do @cesarmaia MACONHA: E COMO SERIA O MERCADO?
| MACONHA: E COMO SERIA O MERCADO? Coluna de sábado (02), de Cesar Maia, na Folha de SP. 1. Volta ao pregão brasileiro a legalização da maconha. Já não se trata da descriminalização do uso em pequenas quantidades, mas de excluir essa "droga leve" do rol dos delitos. Seria a mágica criação de um mercado, com demanda, mas sem oferta. Alguns avançam e sugerem plantar maconha familiar. São feitos vídeos com personalidades defendendo a legalização. As marchas são liberadas. Enquanto isso, na Holanda, onde o consumo em locais determinados é permitido, desde que com apresentação de carteirinha, o caminho é o inverso. A legislação está sendo revista. Reduzem-se as quantidades criminalizáveis. Proíbe-se o turista de comprar. E se inicia um processo de definição de maconha de alta intensidade tóxica, para proibi-la. 2. No Brasil, é tal espécie a que mais atrai. O "polígono da maconha", no Nordeste, é para festinhas. O que importa mesmo é a paraguaia, de maior intensidade, tipo "skank", com concentração de quase 20% em comparação aos 2,5% da maconha corrente. Os locais de venda em Amsterdã têm uma variedade de tipos, intensidade de THC, para o deleite dos consumidores. Enquanto isso, as pesquisas nacionais e regionais disponíveis mostram que de 80% a 90% das pessoas são contra a legalização da maconha, e que este número é menor entre as pessoas de maior renda, em bairros de classe média. 3. Nas favelas, a porcentagem de rejeição à legalização é a mais alta, superando os 90%. Bem, legalizar o consumo não é tarefa difícil. Mas basta uma lei. Contudo que não se arrisquem seus defensores a um plebiscito, pois tal caminho será intransponível. Seria bom perguntar aos defensores da legalização como se faz com a oferta. Afinal, demanda sem oferta seria mais uma extravagância brasileira. Se é para legalizar, então legalize-se tudo, respondem alguns. Pelas leis de mercado, com um produto tão atrativo para setores de renda mais alta, vai valer a pena parar de produzir arroz e feijão e trocar por maconha. O incentivo às hortas comunitárias incluiria a maconha? E a publicidade? Como a maconha paraguaia é mais atrativa, a de uso corrente deixaria de ser plantada a favor do tipo "skank". 4. Diria Antonieta: se não têm pão, plantem maconha. Os pontos de venda seriam liberados? Quiosques em praias, supermercados, lojas especializadas, ambulantes, "MacConha"? E as Igrejas, o que pensam? Haveria locais restritos para consumo, como na Holanda? Com carteirinha e marca de segurança, para não ser falsificada? O Paraguai, para não perder divisas, legalizaria também? E a Lei Seca seria adaptada? Como tributar? Após os vídeos, aguardemos o texto da longa lei, seu debate público, emendas, tramitação nas comissões, na Câmara e no Senado. Um curioso uso do tempo nacional. |
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Análise do @cesarmaia sobre as ações de violência no RIO
TRÁFICO E TERROR URBANO: O MÉXICO COMO A PRÓXIMA ETAPA????
1. Os atos típicos de terror, com veículos incendiados, podem até ter as razões que o secretário de segurança do RJ alega. A questão básica é que ao mesmo tempo em que -literalmente- "se apaga incêndios" reprimindo para acuar e inibir novas ações, os órgãos de segurança -do Estado do Rio e do Governo Federal, deveriam estar avaliando porque se introduziu este tipo de ação e a que isso poderá conduzir.
2. Os arrastões,( esse Ex-Blog- insiste), que começaram há meses atrás, entraram no vácuo deixado pela retirada da PM do policiamento de transito. As razões foram aqui apresentadas por duas vezes. O desdobramento desses, em atos de 'terror' contra veículos, incendiando-os sem roubar, (que é o que os caracteriza como 'terror'), é que deve ser bem analisado.
3.Uma hipótese mais simples, e direta, é a associação do PCC ao CV no Rio. Fazendo fé na informação que as facções aqui estariam atuando conjuntamente, se reforça essa tese. Os atos tipo 'terror' foram usados em SP pelo PCC, em 2006. ( Terra- 15\05\2006- "A terceira noite da onda de violência provocada por criminosos em São Paulo foi marcada por ataques a bancos e ônibus na Grande São Paulo. Em outra frente de atuação, os criminosos incendiaram pelo menos 66 ônibus urbanos.)
4.O PCC conseguiu em SP unificar as facções. A prática levou a isso. Pode ser outro importante indicador da orientação do PCC. Afinal onde está o PCC é ele que comanda os presídios. Com a presença das UPPS e -paradoxalmente- das milícias, (conforme mostrou o Globo duas semanas atrás em trabalho do ex-capitão do Bope, Paulo Storani, ), o tráfico ficou com menos territórios. Faz sentido estabilizar as áreas e eliminar o confronto entre facções.
5. Isso é possível e até provável. Mas o que preocupa demais, é quanto ao futuro. O tráfico com essas ações de terror, que se somam a outras onde veículos foram explodidos com colocação de bombas profissionais para eliminar adversários, apresenta no Rio uma nova faceta. Pode ser uma retaliação às UPPs. Mas isso indica uma outra etapa do crime organizado aqui e do uso de novos instrumentos?
6. Vide os Cartéis mexicanos. A experiência e os recursos, levaram-nos a uma sofisticação dessas organizações, diversificação dos objetivos do crime, terceirização de sicários e de segmentos das ações, uso de novas armas e métodos, a um ponto que o enfrentamento mesmo sendo feito em conjunto entre as Forças Policiais e as Forças Armadas, gera um quadro de guerra civil de média intensidade.
7. Dessa forma -prevenir para que não se chegue a este ponto, deve ser do interesse de todos, incluindo as FFAAs. Para isso há que se analisar com lupa, diagnosticar com precisão e ir além dos fatos desses dias. O que não se pode, é correr o risco de estarmos saindo do tráfico de drogas no varejo das favelas, para a regionalização,estabilização e unificação das facções, para o aprendizado de atos de terror e -o que seria trágico- chegar-se a uma estrutura que apontasse na direção dos Cartéis mexicanos. Analisar e prevenir tem custo insignificante perto do que poderia vir, se isso não for feito.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O bode na sala do Henrique Meirelles para a @dilmabr (via @cesarmaia)
RAZÕES ESPERTAS PARA SAÍDA DO MEIRELLES DO BANCO CENTRAL!
1. Com a experiência acumulada do Meirelles no setor privado, onde aprende disciplina, em sua candidatura vitoriosa a deputado federal pelo PSDB de Goiás em 2002 e nesses oito anos de governo Lula, onde adquiriu até status de ministro, não se concebe uma atitude juvenil como essa, criando constrangimento à presidente pelos jornais. "Só fico com autonomia", disse. Então por que vazou para a imprensa essa "exigência"?
2. Elementar a dedução. 2011 será um ano difícil. A inflação pelo IPCA aponta para 7% a 8%. Pelo IGP-FGV já passou disso, e com todo o câmbio valorizado, o que não é comum. A taxa de juros terá que subir. O crescimento do PIB vai cair para 3%, ou menos. Um juro maior atrai capital de curto prazo. O câmbio é pressionado para ficar como está. Mas a balança comercial -especialmente para o setor industrial- não resiste mais esse câmbio. O déficit em conta corrente vai para pelo menos 60 bilhões de dólares. Mas desvalorizar o real por intervenção empurra ainda mais a inflação para cima e afeta a expectativa do mercado no novo governo. Ou seja: se ficar o bicho pega; se correr o bicho come.
3. Meirelles quer continuar com sua imagem pessoal sem mácula e forçou sua saída para que não tenha que enfrentar 2011 como presidente do Banco Central e ser cogestor de um ano de recessão, inflação alta, juro crescente, problemas cambiais e na conta corrente do balanço de pagamentos. E assim, promoveu um golpe esperto: criou um incidente e sai sem pedir, mas por decisão do novo governo. Esse jogo só agrava a expectativa que se tem sobre 2011. Sinal mais claro não poderia ocorrer.
fonte: ex-blog Cesar Maia
1. Com a experiência acumulada do Meirelles no setor privado, onde aprende disciplina, em sua candidatura vitoriosa a deputado federal pelo PSDB de Goiás em 2002 e nesses oito anos de governo Lula, onde adquiriu até status de ministro, não se concebe uma atitude juvenil como essa, criando constrangimento à presidente pelos jornais. "Só fico com autonomia", disse. Então por que vazou para a imprensa essa "exigência"?
2. Elementar a dedução. 2011 será um ano difícil. A inflação pelo IPCA aponta para 7% a 8%. Pelo IGP-FGV já passou disso, e com todo o câmbio valorizado, o que não é comum. A taxa de juros terá que subir. O crescimento do PIB vai cair para 3%, ou menos. Um juro maior atrai capital de curto prazo. O câmbio é pressionado para ficar como está. Mas a balança comercial -especialmente para o setor industrial- não resiste mais esse câmbio. O déficit em conta corrente vai para pelo menos 60 bilhões de dólares. Mas desvalorizar o real por intervenção empurra ainda mais a inflação para cima e afeta a expectativa do mercado no novo governo. Ou seja: se ficar o bicho pega; se correr o bicho come.
3. Meirelles quer continuar com sua imagem pessoal sem mácula e forçou sua saída para que não tenha que enfrentar 2011 como presidente do Banco Central e ser cogestor de um ano de recessão, inflação alta, juro crescente, problemas cambiais e na conta corrente do balanço de pagamentos. E assim, promoveu um golpe esperto: criou um incidente e sai sem pedir, mas por decisão do novo governo. Esse jogo só agrava a expectativa que se tem sobre 2011. Sinal mais claro não poderia ocorrer.
fonte: ex-blog Cesar Maia
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O VOTO CRISTÃO E A FÉ!
| o tweet de ontem " cleimobil Clei Moraes @ @cesarmaia e tu achas que o PV vai apoiar quem? É diferente da @silva_marina com seu valor religioso 6 Oc't " e o comentário de hoje: |
O VOTO CRISTÃO E A FÉ! (Cesar Maia)
1. Nesta eleição de 2010, o crescimento de Marina em função do voto cristão (em defesa da vida e da família) não é novidade. Assim foi nas últimas campanhas eleitorais. Em 2002, Garotinho levou os votos evangélicos. Em 2006, certamente o voto católico explica o crescimento de Alckmin e sua ida ao segundo turno. Portanto, não há novidade na importância do voto confessional de valores cristãos na campanha presidencial.
2. A novidade é que os 3 candidatos tenham se esquecido disso. Marina não sinalizou para o voto cristão, preferindo a marca da sustentabilidade e do século 21. Mas -como evangélica criacionista da Assembleia de Deus- com sua opinião conhecida em relação aos valores da vida e da família, foi 'descoberta' especialmente pelos evangélicos. E terminou sendo ela a atrair votos com esse perfil.
3. Agora, no segundo turno, Dilma, de forma artificial e forçada, sublinha sua fé de última hora. Começa a campanha desfilando com líderes evangélicos na Baixada. Em breve saberemos se esse 'esforço' deu certo ou criou mais problemas de imagem e não só com os católicos.
4. Depois de 8 anos de um governo de comunicação populista, o tema que decidirá a eleição não será a popularidade de Lula, mas a fé, não nele, mas nos valores cristãos.
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