Mostrando postagens com marcador senado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador senado. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de maio de 2014

RS: Análise sobre o Cenário 2014 – Senador #Eleições 2014

Tomando por base as duas últimas pesquisas realizadas pelo IBOPE, o quadro está ZERADO. Sem definição dos partidos, havia uma variável muito grande sobre quem são os candidatos ao Senado, Rigotto, Maria do Rosário, Pedro Simon, Pimenta, Bonow, Fogaça e Ibsen já fizeram parte das pesquisas.
Lasier Martins: dúvida quando a consolidação de
sua vantagem nas pesquisas
Mesmo hoje, ainda não há definição de todos os candidatos, como na majoritária de Ana Amélia, que não deve apresentar candidato competitivo.
Ou seja, sem a definição dos candidatos, a possibilidade de erro na pesquisa é muito alta, tanto a possível vantagem de Lasier, quanto o não-voto, são meras especulações de um quadro totalmente diferente do atual.

Estimulada

Nos cenários em que Beto Albuquerque é candidato, aparecem Rigotto, Maria do Rosário, Simon e Paulo Pimenta.
Quando Lasier passa a fazer parte da pesquisa, ainda consta o nome de Bonow e de Fogaça ou Ibsen em outras duas simulações.

Espontânea


Aqui, o que chama a atenção é que de setembro/13 a março/14, o número de eleitores que não sabe em quem votar passa de 69 a 75 e, dos principais candidatos, todos estão empatados na margem de erro. Lasier tem 5, Beto 1 e Emilia 1.

Fator Olívio

Emília (em pé, de vermelho) terá uma "cabo eleitoral de luxo":
Dep. Manuela (ao microfone)
Foi derrotado por Yeda em 2006 com apenas 2% a mais que seu candidato ao Senado, Rosseto. Ambos viraram ministros de Lula, e Olívio caiu no ostracismo. A possibilidade de sua candidatura ao Senado tem mais a ver com a fragilidade de Emilia (que abriu mão) que com a fortaleza de Olívio. Lembrando que os aplauso em torno se seu nome vem apenas em ambientes petistas.
Por outro lado, Emilia Fernandes aparece com cerca de 12% no cenário, faixa que Abgail obteve em 2010 quando havia duas vagas na disputa. Ou seja, a perspectiva atual é quase o dobro da época, com apoio do PT, tende a crescer, ainda mais com Olívio.

Fator Surpresa

Beto (de cinza, ao fundo), fechou com o PMDB de Sartori
O nome de Olívio só veio a aparecer com a confirmação da pré-candidatura de Beto Albuquerque ao Senado. O que causa estranheza. Com apoio a Emilia, ela deve beirar os 30%, índice “duro” do PT e faixa que elege os senadores do RS, caso de Simon em 2006 e Paim em 2010.
Lasier também é surpresa, a tendência é cair a medida em que a campanha iniciar pra valer e as fragilidades da experiência política e estrutura partidária faltarem. Com mesma origem, cabe lembrar que Lasier e seu partido são diferentes de Ana Amélia e o PP.
Além disso, Beto e Emilia terão mais tempo na TV.

Será uma boa eleição para o Senado no RS.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Será @pmdbrs, será @rigotto? #artigo: Bye, bye, Simon?

Para quem escreve ou tem apreço pelas palavras, há sempre aquelas de “estimação”. É fácil perceber isso nos discursos dos políticos. Pelos pampas, “afogadilho” é uma delas. Para mim, a palavra magnânimo.
Quero crer que a saída de cena de Simon tenha sida magnânima. Mais que um ato de estratagemas políticas, pode ter significado uma inflexão da própria vida. Seja em favor do filho, que seguirá sua carreira, seja pelas necessidades de renovação que a política exige.
Há a possibilidade do fato ter origem nos questionamentos gerados após as declarações de que deixaria a política, em entrevista exclusiva a um canal de televisão. Ou por lembrar de seu declarado franciscanismo. Só ele sabe.
O que ocorre - e que não pode ficar absorto na discussão sobre usufruto (legal, cabe dizer) das benesses do Senado Federal - é que Simon faz parte da história política brasileira.
No Rio Grande do Sul, ele foi protagonista de inúmeros fatos marcantes na política. São cerca de cinquenta anos com mandato e “outros tantos” politicando. Simon nasceu político.
Se continuasse no cargo, talvez encerrasse a carreira com 93 anos de idade, após mais um mandato. É muito tempo, mesmo para senadores.
Ao deixar sua cadeira (e é difícil crer que, no RS, nem mesmo o mais jovem dos eleitores não saiba quem é Pedro Simon), abre-se uma oportunidade de renovação, tão desejada pelos manifestantes das ruas e das redes sociais.
Assim, pela peculiaridade da eleição a senador, que alterna o número de vagas disponíveis, neste ano, há apenas uma em disputa. Em 2018, outras duas.
Vale lembrar que a eleição é majoritária e elege-se quem receber mais votos.  Não há segundo turno e a idade mínima para habilitar-se é de 35 anos.
Por enquanto, Beto Albuquerque (51), Emília Fernandes (63), Germano Rigotto (64)  e Lasier Martins (71) são os prováveis pré-candidatos e já pontuam nas pesquisas. Mas a situação sobre quem estará ao lado de Sartori tem outros componentes.
O PMDB de Pedro Simon, Rigotto e Sartori faz parte do governo Dilma. Uma aproximação com o PT no Estado é historicamente inviável. Simon é próximo de Marina, a pregadora da nova política ao lado de Eduardo Campos, a quem Sartori já declarou preferência.
Se avizinha uma boa disputa ao Senado para os gaúchos. Se forem confirmados candidatos, Lasier Martins é a novidade vinda dos meios de comunicação, e Beto Albuquerque, até agora, só foi deputado estadual e federal. Rigotto foi deputado e governador e Emília deputada e senadora.

Então, para honrar a história de Pedro Simon, ao ser definido o candidato, seria possível uma transição na representação dos gaúchos e ele vir a compor como suplente? Quem sabe?

quinta-feira, 24 de abril de 2014

#Artigo: Yes, nós temos CPI



Não fosse o bastante, a ministra Rosa Weber decidiu pela instalação de CPI exclusiva para investigar a Petrobrás, deixando de lado as bordas de catupiry que o governo tentou vender.
Ainda há o direito esperneante do Senado, para recorrer ao plenário do STF e jogar a decisão pra galera. Só não há tempo, e a oposição vai ganhar o tamborete com megafone para a campanha, que...


domingo, 22 de setembro de 2013

Voto secreto, indiferença explícita, meu #artigo em @OpiniaoZH , publicado em @zerohora (30/08) http://bit.ly/1dsDCrj

É condição de
quem elege
saber  como
vota o eleito
CLEI MORAES*
“Estou me lixando para a opinião pública.” Não por acaso o parlamentar gaúcho que talhou essa máxima
nos anais da Câmara dos Deputados foi o mesmo a articular em plenário a manutenção do mandato do deputado presidiário.
Na última quarta, em uma decisão contrária à expectativa dessa mesma opinião pública, com votação secreta, frise-se, os deputados mantiveram as prerrogativas de mandato de um de seus pares, Natan Donadon, condenado em última instância pelo Supremo Tribunal Federal e preso no complexo da Papuda, no Distrito Federal.
A “absolvição”, independente de ausências, abstenções e representações oficiais da Casa, abre precedente para que os já condenados mensaleiros tenham mantidos seus mandatos se a decisão, mais uma vez, couber ao plenário.
Nesse tipo de situação, o grande vilão é o voto secreto, defendido por alguns com o argumento de não serem influenciados em seus posicionamentos ou para que não haja retaliações e influências externas à integridade de sua representatividade.
A pergunta que fica é: como votou o parlamentar que eu elegi? Não se sabe, a votação é feita com base em uma regra constitucional que determina que esse voto seja feito de maneira secreta.
No Brasil, o voto secreto surgiu para coibir a compra de votos dos eleitores, também para impedir o “voto a cabresto” e os currais eleitorais dos chamados coronéis, que obrigavam eleitores a votar em candidatos de sua preferência política, pois estes detinham, além do poder opressor de variada espécie, também o poder econômico.
Dadas as devidas origens dos fatos, surge outro questionamento: quem são os coronéis de hoje em dia? Também não se sabe. Por mais diversos interesses, há algumas curiosidades renitentes quando as votações passam de nominais a secretas.
A mais explícita é: quem votou em defesa do condenado? E mais: onde estavam e o que faziam os parlamentares que se abstiveram ou se ausentaram, já que deveriam estar votando? Nesse caso, havia algo mais importante em andamento que a cassação de um colega?
Não só nos gastos e salários deve haver transparência, se faz necessária também no “fio de bigode” e nas relações políticas entre poderes e sociedade. É condição de quem elege saber como vota o eleito para que sua representatividade seja autêntica.
Do contrário, antes que se volte às ruas, a democracia direta terá que fazer parte de nosso cotidiano. A Câmara dos Deputados deve cumprir seu papel e aprovar uma das propostas pelo fim do voto secreto que já tramitam na Casa.