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quinta-feira, 24 de abril de 2014

#Artigo: Yes, nós temos CPI



Não fosse o bastante, a ministra Rosa Weber decidiu pela instalação de CPI exclusiva para investigar a Petrobrás, deixando de lado as bordas de catupiry que o governo tentou vender.
Ainda há o direito esperneante do Senado, para recorrer ao plenário do STF e jogar a decisão pra galera. Só não há tempo, e a oposição vai ganhar o tamborete com megafone para a campanha, que...


quarta-feira, 29 de maio de 2013

#Artigo: "Bolsa 2014"

             A miséria que avassala a nossa espécie subordina o homem ao homem - o verdadeiro mal não é a desigualdade: é a dependência. (Voltaire)

R$ 70,00. Este é o valor que, para o governo, separa os brasileiros da linha de miséria. E é com o Bolsa Família que se pretende eliminá-la, através da transferência direta de renda.
Segundo o site institucional www.brasil.gov.br, o programa integra o Plano Brasil sem Miséria e atende 13,7 milhões de famílias, com valores recebidos entre R$ 32,00 e R$ 306,00. Méritos reconhecidos por organizações internacionais.
Com esses argumentos, a presidente alardeou, em cerimônia oficial – com direito a cobertura da mídia, slogan e filmagem para o programa partidário – que “o fim da miséria é só um começo”. Em mesmo ato, o presidente de seu partido disse que ela “tem tudo para ser reeleita”. Cabe um parêntese: Dilma e Lula foram acionados judicialmente por propaganda eleitoral antecipada.
Enquanto isso, a oposição reivindica a paternidade de programas pré-PT que originaram o principal baluarte dos petistas. De poucas armas, oposicionistas têm usado as tribunas do Congresso para criticar uso da máquina pública, possíveis desvios e incorreções do Bolsa Família, a começar pelos indicadores de miséria, que podem estar escondendo 22 milhões de miseráveis brasileiros.
Para acirrar a disputa, a Caixa Federal, responsável pela distribuição dos valores, na semana passada, sofreu com a boataria do encerramento do programa, causando caos em suas agências e desespero nos contemplados, principalmente no nordeste. Caso mal explicado até agora e com fatos, no mínimo, curiosos: a antecipação de valores e o possível uso de telemarketing, entre outros.
Correndo por fora, o incidente bastou para a “nova oposição”, oriunda da própria base de governo, aproveitar para sinalizar sua linha de ação no próximo ano, a de que o programa tem que ter um fim além da simples transferência de renda. Mais uma vez, as peças do xadrez eleitoral se movimentaram.
Centro do viés eleitoreiro que possui o ocorrido, a população beneficiária explicitou sua sujeição aos valores recebidos e do peso que o programa tem nas eleições. É fato que boato é sempre utilizado durante esses períodos, mas intriga sua antecipação à campanha e a falta de esclarecimento. Quem são os reais beneficiados?
Ainda há, no Brasil, pessoas que morrem de fome e sede. É preciso acabar com a dependência da população mais pobre, garantir sua autonomia econômica, educacional e banir o uso eleitoral dos programas de governo,
Não há dúvida que o Bolsa Família será um dos principais temas debates eleitorais de 2014, deixando de lado o fim a que se propõe para servir de bandeira eleitoral, tanto para governo quanto para a oposição.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Artigo: A nova oposição



Após o término da Era Militar, a Constituição de 1988 consolidou o presidencialismo. Desde então, sobrevieram agremiações partidárias que procuram  representar diversos setores e anseios da sociedade, matizes originadas entre esquerda e direita.
Com o movimento “Diretas Já”, reconquistamos o direito ao voto presidencial. É verdade que, por vezes, tropeçamos em nossas escolhas, característica do exercício da liberdade democrática. Todavia, já nos organizamos em “caras pintadas” e hoje o fazemos pelas redes sociais. Mantemo-nos alertas e caminhamos a passos largos na consolidação do Estado Democrático de Direito e na escolha de nossos representantes.
Nesse alicerce, elegemos os presidentes do Brasil. Agora, com a presidente Dilma, são decorridos dez anos em que nosso país é dirigido por um mesmo partido. Com o regime presidencialista apoiado por diversas siglas e em nome da governabilidade, governo e base aliada (partidos que compõem o governo) aglutinaram conquistas e derrotas.
 No aspecto econômico, enfrentamos a crise internacional sem que o pesadelo da inflação ou da recessão nos atingisse diretamente. Com medidas preventivas, mantivemos, mesmo que modestamente, os patamares da economia e da sociedade.
De outro lado, a oposição, quando derrotada no Congresso Nacional, costuma recorrer ao Supremo Tribunal Federal buscando atravancar o governo e judicializando o Legislativo, tendo como motivador o rancor eleitoral.
Diante dessa rivalidade e do desgaste pelo qual passa o governo é preciso deixar de lado o revanchismo e buscar um posicionamento propositivo. Melhorar o que está bom e o que está ruim, destravar reformas importantes como a política e a tributária. O Brasil é o bem maior, acima das disputas, onde a corrupção deve ser combatida e as barganhas abandonadas.
Essa é a “Nova Oposição”, consciente da necessidade de ser autocrítica e fazer parte do governo. Sabedora de que oposicionismo em si não se sustenta nem se estabelece, mas se faz com propostas e soluções, pró-ativa em fiscalizar e propor.
A nova oposição é feita, sim, por partidos, mas acima de tudo, por ideias e pelo ideal de que o governo de um país não se constrói sozinho, mas com apoio de partidos e da participação popular.